sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Inocência



Entrei num ônibus, e a alguns minutos de meu destino, assisti  a uma bela cena de entre duas crianças.
Do lado esquerdo das fileiras do coletivo, uma menina, com em média cinco anos de idade. Percebi que ela estava conversando com alguém que estava na fileira da direita, onde eu me encontrava. Em sua conversa, ela segurava um livro didático, e conforme passava as páginas, apontava as figuras; em alguns momentos após apontar, ela fazia para a direita um sinal de legal com as mãos; e a brincadeira perdurou durante alguns minutos, só em uma determinada e crucial parada do ônibus, pude perceber que a garotinha estava interagindo com um garotinho – gordinho, bastante fofinho, aparentando quatro anos -  que viajava até a escola –  com seu avô. Ao se levantarem de seus assentos – neto e avô -  o pequenino, respondeu  a um  “ Como você se chama ?!” da menina, com um inocente – e emocionante – “Tchau, vou para escolinha agora, amanhã eu volto pra brincar com você, viu?!” enquanto sorria um sorriso alegre por ter feito uma nova amizade.
Esta cena tão simples, porém grandiosa, é mais um exemplo de como as crianças de hoje, mesmo com tantas influências que desgastam o lado do imaginário “onde tudo pode acontecer”, ainda reservam uma grande carga de inocência e, é esta, que faz desses seres únicos, a esperança de um novo amanhã!  Pequena situação, que me fez sorrir o meu primeiro e mais esplendoroso sorriso do dia. 

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Deixe-me falar...


Sou uma pessoa confusa, mas dentro das minhas confusões existem certezas inabaláveis, que me guiam e nunca me abandonam. Alguém já disse que minha criatividade sobe ao pico quando estou em momentos críticos da minha vida. O exagero parece tomar conta de mim: mas sim, eu defendo essa minha característica, afinal eu tenho direito de deleitar nas lágrimas cristalinas da minha emoção. Eu quero ser sempre intensa nas coisas que sinto  - sempre ter minha colocação, seja em demasia ou não -  pois o momento, de plena alegria ou de dor, é meu, e isso ninguém – ninguém mesmo -  pode arrancar. O ministério do meu ser adverte: se auto-expressar é um direito de todos.
Apesar de seguir as leis do homem, e as ditaduras da razão, eu não deixo jamais de ouvir meu coração. Existe um ser dentro de mim, que precisa que eu esteja sempre convicta  de que sou importante, e devo agir com coerência em assuntos que envolvem a minha alma, meus sentimentos, meu mundo por inteiro. É questão de assumir um compromisso consigo mesma.
A beleza da vida, não está em entendê-la, mas sim em vivê-la sem pular nenhuma etapa, pois se elas existem, devem ser  vividas, enfrentadas, isso parece um glichê tremendo, mas com certeza faz sentido. Hoje estou aqui, guardando mais algumas recordações de um passado bastante recente, em minha canastra particular, pois o que foi bom, eu guardo, para poder olhar pra trás e ver quão bonita e delicada foi a parte da vida vivida por mim.

Senti, falei...

Eu prefiro a sinceridade, acredito que ela nos economiza de fatos que se omitidos, nos machucariam muito mais, considerando que na maioria dos casos, ela é cruel.
Dá tempo, pode remoer algo que clama por decisões rápidas, que exigem urgência. Às vezes o tempo só piora as coisas. Não quero parecer uma ríspida escrevendo isto sobre o tempo – pois sei que muita gente o considera como o melhor remédio -  isso não passa de uma observação, um pensamento meu. Não quero dizer que esta é minha verdade, quando estou apenas emitindo minha opinião, ou seja, sem compromisso nenhum com a verdade. Essa é minha terapia, meu divã.
 Sinto-me à vontade para dizer o que penso quando estou escrevendo. Sempre começo num assunto e termino em outro, é o que eu chamo de alma em pleno desabafo. Desabafo sem respostas, porém alivia, dando liberdade as palavras que estavam presas, espremidas, loucas para saltar da minha mente de alguma maneira, de qualquer jeito.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Em outras épocas...

Penso que nasci na época errada.
Queria ter usado os triunfantes vestidos da década de vinte, de trinta...
 Ah os anos dourados, como eu queria ver de perto aquele brilho. Como seria gostoso viver a liberdade colorida da Tropicália, sussurrar em microfone que adoro – num sentimento leve e crocante – as músicas daquela época, daquele filme de magia real.
Se naquela época eu existisse, seria uma cantora de rádio. Abusaria de batons vermelhos, cabelos cheios, sinais ao canto da boca, muito brilho nas vestes e nos sapatos. Durante a noite, e só. Pois na luz do dia, eu seria uma jornalista, enrolada em uma bela saia de alfaiataria, de cintura alta – cintura alta comporia meu estilo – blusas decotadas sem perder o ar de seriedade, cores em tons pastéis, sem esquecer os anéis. As entrevistas que faria, não posso deixar de frisar, questionaria a Clarisse Lispector sobre a luz do luar. José Saramago, que não é tanto de lá, o perguntaria sobre palavras, e de onde havia tirado a idéia de que todos nós somos escritores, só que alguns, apenas não escrevem, acho que ele tem razão. Fico certa de que seria colega de Anayde Beriz. Um pouco mais no fundo desse desejo Carmem Miranda seria minha diva, um estímulo para saborear frutas – que gozado – mas eu a aconselharia, usar Havainas nas horas vagas, e já que ela se mostrava tão exagerada, poderia até inovar as sandálias com lantejoulas, para que a simplicidade da borracha compactuasse com o glamour do brilho.
Peço licença ao chamado Rei, Roberto Carlos, pois interpretaria suas músicas, com meu toque feminino, e se me permitisse, faríamos um dueto, que seria avassalador, com certeza marcaria a época, e cantaria para meu avô “Olhando seus cabelos, tão bonitos, beijo suas mãos e digo meu querido, meu velho, meu amigo...” um espetáculo a parte. Os cafés, sem dúvida seriam meu local predileto da cidade, lá eu escreveria minhas mais belas expressões do que via do mundo.
Tenho essa mania do obsoleto, que na minha emissão de opinião - sem compromisso com a verdade - sempre vai estar em moda. Eu não teria pressa, só pra sentir o gostinho daquela época. Teria minha cara pintada. Iria aos velhos estádios de futebol. Compraria um calhambeque, ou quem sabe uma brasília, não amarela, vermelha. Ensinaria nas praças, tentaria passar meus valores para que as crianças soubessem a importância de ter um ideal. Diria aos jovens que: vento nenhum sopra a favor de quem não sabe o quer. Estamparia para as pessoas, que o amor vale à pena, que é sublime, sem igual. Diria aos rapazes que nunca deixassem de ser românticos, que nunca perdessem o costume de fazer serenatas, escrever bilhetes, e fazer splish splash no cinema. E para as moças, que nunca perdessem a delicadeza de suas vestes e atitudes, e nunca deixassem de dançar jazz.
Eu, na pieguice chique de meus desejos.


quinta-feira, 28 de junho de 2012

Ela

                                       

Ela. O tipo de pessoa que sente, sente muito, ao ponto de ser recheada de oitenta por cento de emoção. Ela  muitas vezes se pusera a pensar nas atitudes das pessoas, naquilo que elas acreditam ser correto ou não. Sobre o céus, quem é tão nobre ao ponto de um dia, antes ou após a morte, alcançá-lo?! A palavra de Deus, está apenas registrada na Bíblia ou pode brotar em nossos corações na hora “h” de uma situação?! São Pedro está posicionado na porta do céu para inspecionar quem fora santo na vida terrena, ou ter uma atitude de pura graça, aconselhando aos que estão chegando, ou apenas de passagem pelo celestial local?! A vida, era para ela, um amontoado de perguntas, onde muitas vezes a respostas eram duvidosas, quando existiam claro. O que fazem as pessoas se a apaixonarem?! Como isso tudo funciona, não física ou quimicamente falando, mas espiritualmente falando?! Por que amor que se apaixona por uma única pessoa, e nela confia cegamente, não tem o mesmo efeito de confiança e afeto quando estamos sujeitos a ajudar ao próximo que possui menos?!
Para ela, apesar de tudo, a vida era bela, isso porque assim como a vida, a beleza é fugaz, e era nisso que ela se apoiava. Apoio, era uma coisa que ela adiquiria de pessoas desconhecidas, e até mesmo de pessoas que não existiam. Ela pensava, pensava, pensava. Ou melhor, ela refletia. Refletia sobre um vida, que nem todos estavam atentos, ou sequer preocupados em vivê-la felizmente, ou pelo menos adequadamente. No meio de suas reflexões, chegou a duvidar de si mesma, se duvidava de si mesma, não estava pronta para confiar nas pessoas, foi aí que ela resolveu dar uma pausa em suas reflexões, e apenas viver, até o momento em que novas situações clamassem por sua reflexão.

domingo, 22 de abril de 2012

Domingo



Os Domingos me fazem pensar, eles me põem a refletir. Há ocasiões em que o Domingo me assombra, me enche de pensamentos melancólicos, lembra - me de fatos, coisas, pessoas, que talvez eu não mais quisesse lembrar. Na verdade, Domingos são resistências, Domingos te fazem sentir sozinho, os Domingos são marcos, eles são compridos e largos. Todo Domingo é dia, mas nem todo dia é Domingo. Nos Domingos de solidão, se percebe que a agitada Segunda, é o melhor dia da semana. Sim, o melhor.
Por que os finais de semana são tão esperados, se é no meio da semana que a vida vive?! Domingo é uma pausa de tudo. Pausa para um lanche, apenas aquele lanche que não se come durante a semana. Pausa para um café, um café especial, menos corrido, mais sentido. Pausa para olhar o mar, olhar de maneira profunda, a ponto de sentir a maresia. Pausa para um mega - almoço, um almoço inventado e demorado.
 É apenas no Domingo em que sensação de missão cumprida, e o início de mais uma missão, acordam conosco ao mesmo tempo. Domingo é dia de filme, de brigadeiro, de pipoca, e pra que tem, é dia de gastar dinheiro.
O Domingo é feio, o Domingo é bonito, o Domingo me faz pensar, que eu não penso, eu não existo. 


quarta-feira, 18 de abril de 2012

Mundo Inteligível

Todas as coisas são neutras. Somos nós que damos sentidos a elas. Não só sentidos, como cores. Não só cores, como cheiros. Não só cheiros, como sabores. E dos sabores, extraímos emoções. E nas emoções, esquecemos nossas razões.
Quem pensou nas coisas, pensou de maneira simples, sem intenções, apenas pensou. As coisas são o que são. Elas passam a ser boas ou ruins ao passo de nossas implicações. Implicações que implicam, complicam. O ser humano se pergunta o porquê de tudo, por que as coisas existem, por que as coisas acontecem, por que as coisas não acontecem, por que aparecem, por que fazem sofrer, por que fazem sorrir, por que fazem chorar, por que evitam doenças, por que causam a morte, por que fazem chover... São as perguntas que fazem o mundo viver.
No dia em que as perguntas se esgotarem, não haverá dia, não haverá noite, haverá apenas um vácuo infinito, sem céu, sem terra, sem mar e sem chão, pois o sentido da vida, são as perguntas que movimentam e emitem o procurado “clarão”.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

A danada da gastrite!

É de dá dó, a situação do compadre Severino, vira pra um lado, vira pra o outro, numa noite assombrada de dor. De uns tempos pra cá, ele vive resmungando, sente dor até quando sente o cheiro do porco assando. O queimor é de lascar, segundo o próprio compadre Severo, é assim que os mais chegados aqui da roça o chamam. Dia de domingo, o Severo que é tão animado pra churrasco, já não vibra mais com brilho da gordurinha da carne, o que antes lhe dava água na boca. E a pinga que ele é tão conhecedor, parece não mais conhecer, ultimamente, dela ele só ta querendo é distância sô!
De tanto o pessoal da redondeza insistir, compadre Severo foi ao doutor Eduardo Limeira, um clínico geral, que atendia naquelas terras desde que se formara na universidade da capital. Foi internação na certa, o difícil foi segurar o compadre na cama, morria de medo de agulha, e ao escutar a enfermeira dizer que a veia estava ruim de ser encontrada, aí é que aumentou o medo, no final das contas foi preciso um sedativo pra acalmar o homem. D. Eduardo tratou logo de solicitar uma alguns exames para o internado, dos quais a tal endoscopia foi o mais doloroso. A atitude do Severo diante do caninho que seria enfiado goela abaixo não preciso nem dizer, na verdade fico meio acanhado de falar! Eita cabra frouxo sô!
Mas no final das contas, o veredito do doutor, que foi logo anunciando – é gastrite sim senhor! – e foi preparando uma lista quilométrica das comidas que o Severo poderia ou não comer, e pra ser bem sincero coitadinho do compadre, vai ficar magrinho que nem vaca em época de seca, sua alimentação se reduziu a 1/3 do normal, nada de gordura, nada de álcool e muito menos ácido.
O Severo que sempre fugiu de compromisso sério pra evitar obediência, submissão e subordinação, veio o destino e lhe deu uma peste de gastrite, valeu à pena preservar o coração?! Ê falta de sorte, isso é que é ingratidão!

domingo, 22 de janeiro de 2012

Nas estantes da vida...


A cada nova história que surge, a sensação é sempre de que algo novo está para começar. E mais uma vez nos entregamos. Sim, nos entregamos de bandeja, mesmo prometendo para si que desta vez será diferente, sim diferente, pois se já passei por esse caminho, já o conheço não é mesmo?! Não. As coisas não são bem assim. Por mais que tenhamos escrito inúmeras histórias, sempre existirá algo nas entrelinhas capaz de  nos surpreender, de nos derrubar da cadeira. Por mais aparente que sejam as capas, os livros jamais terão os mesmos conteúdos, com isso, é importante que saibamos separar cada livro, em sua estante específica. Organizando nossos livros, teremos um roteiro vital mais organizado, mas não é garantido de que todas as decepções, manchas amarelas, serão apagadas de vez das páginas. Isso seria demais, nenhum de nós tem esse poder. Tal poder muitas vezes é praticado pelo tempo, mas nem sempre o tempo consegue apagar as manchas amareladas, o cheirinho de mofo, porque talvez marcas e odores, são precisos para preencher o nosso roteiro , para podermos olhar pra aquelas estantes, e saber que lá há histórias de sucessos, vitórias, como também insucessos e derrotas, que conseguiram ser superados, e quando não, ainda assim fazem parte do nosso conteúdo, e foi componente de aprendizado em nossas existências. 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Castelo de Areia...





Sei que devo construir, tendo consciência de que uma hora, em algum momento, minha construção será desmoronada. Não adianta que eu grite, chore, esperneie, que eu diga o quão imenso se tornou minha construção, tudo que investi, os momentos em que me dediquei, um dia alguém a derrubará, ou até mesmo por si só. Existem os avisos que as coisas tem fim. Mas é que não esperamos que o fim seja tão próximo do começo. 

domingo, 25 de dezembro de 2011

Um natal com sentido...


Um natal com sentido...
Ela só queria um natal de verdade. Um natal de filme, onde a figura do pai mesmo com complicações, sempre chega a tempo da noite de natal, e as mães fazem de tudo para que os filhos não percebam que ela  está tensa e preocupada, porque acha que o marido se importa mais com o trabalho do que com a própria família, por isso sente medo de que os filhos fiquem decepcionados com o pai. Ela queria um natal que tivesse magia. Embora não soubesse ao pé da letra a definição de mágica. Ao menos uma ceia. Uma família reunida. O vovô com um suéter vermelhinho, e a vovó com seu vestidinho de linho. Uma árvore radiante de lâmpadas coloridas. Um cheirinho de peru no forno. Um presente inesperado, sinal de que se manteve comportada durante todo o ano. Com tudo isso ela fica completa e feliz, no tão esperado mês de dezembro. Ela criança.
Ela moça, também deseja tudo isso, sem mudar nada, porém, existe um acréscimo. Ela quando moça, sente falta de um amor. Assim como em todas as épocas do ano, seu Dezembro clama por alguém que ela possa não apenas chamar, mas sentir que é seu. Ela sente vontade de além de ter o seu tradicional natal familiar, poder completar a lista de convidados do natal de outra família.
São simples, e não menos importantes detalhes, que fazem o “verdadeiro sentido do natal” de uma garota, em todas as suas fases, se tornar real.

domingo, 20 de novembro de 2011

Alfinetada de brasileira...

Vi na telenovela. A qualificação recebendo uma proposta abaixo de seu potencial. Vi na telenovela, muito embora seja um fato corriqueiro na vida real. Isso deve provar que há consciência nacional, de que a capacidade não é nada sem a oportunidade, mas olhos continuam fechados, ouvidos continuam surdos, como se a verdade não estivesse sempre ali, pior do que batendo em nossa porta, batendo em nossa cara. Milhões de jovens, ou melhor, pessoas de todas as idades, correm atrás de uma melhor formação em busca de uma vida melhor, da realização de sonhos, e na “hora H”, digamos assim, tudo que o mercado de trabalho tem para oferecê-los, na maioria das vezes não chega aos pés de suas bagagens, de anos de dedicação, na esperança de ter segurança financeira, ou ter em mãos aquilo que almejava. Esta é uma ferida tantas vezes vista, tantas vezes comentada, e em nenhum momento solucionada. Brasileiro faz jus a frase que o faz persistente. “Eu sou brasileiro, e não desisto nunca!”. Mas e se um dia por falta de motivação ou a não resolução do problema, levá-los a desistir?!
Pensar nisto pode até não resolver, mas impulsionar o despertar não só das autoridades, mas também da sociedade como um todo. São coisas assim, que são necessárias para que certos bordões do Governo Federal, como “Sou da família Brasil, e tenho orgulho de ser brasileiro” tenham fundamentos ao serem usadas.

Minha mente, minha espera...

Minha mente me leva onde não quero ir. Sensações que quero esquecer, amores e declarações que nunca vivi.
Nos meus pensamentos imagino como as coisas seriam perfeitas para mim, o interessante é que essas coisas perfeitas são cheias de defeitos, que são indispensáveis para que aquela coisa seja do meu modo, na minha perfeição, é como se o imperfeito fosse a peça chave, o ícone que não pode faltar para que tudo ocorra bem, como uma espécie de quebra-cabeça, tudo vai se encaixando à medida que vai acontecendo.
Se meus pensamentos fossem impressos em forma de cartilha, eu não os daria para você, desse modo eu deixaria de ser uma usina de açúcar cristal, e não passaria de um banguê. Você ficaria surpreso com as coisas que penso de ti, de como eu queria que você agisse comigo, de quantos coisas simples, porém valiosas, eu gostaria que você fizesse.
Outro dia, sonhei,  acordada mesmo, que uma das minhas aulas de redação, seria interrompida por você trazendo-me flores acompanhadas de um belo poema, ah como você estava lindo, daquela forma que ninguém te imagina, com um estilo piegas, romântico, fora do comum, fora da sua, da nossa realidade. Nos sonhos que tenho quando estou acordada, consigo manipular como, onde, quando e o quê vai acontecer, mas ainda assim prefiro os sonhos que surgem no sono, pois esses sim, se parecem com a vida, onde nada acontece como e quando queremos, a não ser que sejamos fortes o bastante para não sermos guiados pelo destino, e sim criar o caminho dele.
Já faz tempo que não tenho notícias suas. E não sei se ainda quero ter. Deixo que o destino se encarregue.Eu só quero ser feliz, ser feliz não, ter felicidade, pois creio que ninguém é totalmente feliz, a felicidade não é compacta, ela é feita de pedacinhos que são utilizados nos momentos certos.Enquanto não te tenho, vou só ao cinema, nossa comer a pipoca sozinha me fez sentir o quanto sou capaz de viver sem ti, embora não tenha o mesmo sabor de quando estou dividindo-a com você.
Resolvi que não quero mais te esperar, quero apenas que você aconteça como a primeira vez, e isso prova que não te amo, não estou te amando, mas tenho apreço por ti.
São poucas as coisas que temos em comum. Talvez eu seja explosiva demais, para seu silêncio. Ah o silêncio, é a pior resposta que uma pergunta barulhenta possa receber.O silêncio machuca, arranha, mutila as esperanças.Um silêncio certo na hora errada, pode evitar um choque, mas o que é pior, deixa dúvidas.As dúvidas me deixam em cima do muro, situação que não faz parte do meu caráter.Eu não tenho paciência, e isso é um defeito.
Talvez você nunca chegue.Talvez o amor não seja para mim.Talvez você também pense e escreva para mim.Talvez eu já conheça teu corpo.Mas não sossego enquanto não conhecer e fazer morada em teu coração.

sábado, 19 de novembro de 2011

O segredo é seguir a trilha...

Não é um beijo. Não são os olhares. Não são as faces. O que nos faz perceber o ar de romance nos filmes são as canções, as leves melodias, a trilha sonora. Uma cena incrível de ósculos não é nada sem um bom fundo musical. Nada mais perfeito que assistir a algo que a música te leva a refletir sobre si, sobre seu momento, sobre sua vida. É inevitável não penetrar na história quando se tem uma chamativa canção-tema dos personagens.
Estas músicas são pensadas para cada situação. Elas precisam ter uma relação, uma semelhança, com seu respectivo personagem, para que a história transcorra naturalmente e imite a vida real. Não que a vida real seja mais interessante. Importante mesmo é levar o espectador a uma vida irreal. Vida de filme: no fim, o bem vence o mal. A mocinha fica com o mocinho. A madrasta perde seus poderes. Pedras filosofais são encontradas. Garotas não terminam com o garoto mais popular da escola, mas se apaixonam pelo seu melhor amigo, que deste sempre era apaixonado por ela e só a tonta não percebia. Céticos passam a acreditar no que antes era inacreditável. A dançarina sonhadora tropeça, mas não cai, e consegue uma bolsa nas melhores escolas de dança da Europa. Segredos são revelados. Amores reencontrados. Empregos conquistados. Órgãos doados. Espetáculos finalizados.
Nessas inúmeras situações, seja no começo, meio ou fim, sempre há o elemento que ilustra, aprofunda e emociona, a musicalidade, a melodia, os sons que amolecem corações e desperta o ser a crer no que está sendo contado. 

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O Processo

Ansiosa como sempre.Desde sempre. Oh provas do sistema, por que as temo, se a vocês me preparei? Para vocês doei meus maiores intervalos de tempo. Com vocês já tive sonhos tenebrosos, e realidades apassivadoras. São vocês que me testarão, nossa, falando assim parece uma prova de fogo. E é. Talvez vocês não sejam nada, mas são aguardadas como tudo. Vocês me causam frio na barriga, e até dor de barriga. Fazem de minha mãe a psicóloga das noites que mais lembro vocês.
Sensação de que é uma fase, e que logo tudo irá passar, e voltarei a flutuar, como uma leve pena que sempre fui, e quero voltar a ser. Mas e quando essa fase passar?! O que me aguarda, só Deus sabe, esse é um segredo só dele. Eu não quero saber antes do tempo, pois "quem começa um caminho pelo fim, perde a glória do aplauso na chegada". O que é de Deus, é dele só dele.
 Só espero que seja este, um segredo glorioso, que traga sorrisos e abraços, lágrimas de felicidade, de missão cumprida.

Você no comando

É natural que saibamos dar valor a características alheias, como também criticá – las. E nossas próprias características?! Quem deve valoriza - las ou criticá – las?! Estamos todas acostumadas, mesmo sem perceber ou sem querer admitir, a esperar estes comentários das pessoas, quando nós é que deveríamos nos policiar.
Mas há pessoas, e pessoas. Tem gente que só eleva a estima se agradar os outros, outras conseguem isto apenas com o autoconhecimento, fazendo vontades próprias, prazerosas. Estar bem consigo mesma, a expressão diz tudo, nos faz refletir que o interior, o aceitar-se, é que faz bem, e estando bem por dentro é o caminho para bons reflexos externos. A pessoa que está interiormente insatisfeita, pode ficar ciente de que o público o verá com um semblante abaixo da linha de alegria, digamos assim. E se tratando de garotas, é extremamente importante que haja uma relação harmônica com o Eu, pois a mulher é um ser fantástico, uma criatura caprichada, capaz de muito, quando pensa que pode pouco. Uma garota sorridente, faz com que todas as portas se abram, que o vento sopre a seu favor, e sempre atrai bons sentimentos, como o amor. Uma garota esperta, nunca espera o primeiro passo alheio, pois tem consciência de que sua iniciativa pode estar sendo esperada por alguém. Uma boa garota gosta de ouvir histórias, fantasiar como elas aconteceram, dar asas a imaginação, esta que está sendo pouco utilizada, como uma peça que saiu de moda, e vale salientar, ser criativa está na moda, e permanecerá por várias estações, faça chuva ou faça sol.
Cantar no chuveiro, segundo eu e eu mesma, é um ótimo treinamento para revelar grandes cantoras, então por que muitas garotas alegam não terem mais tempo?! Banho que é banho tem sempre um espaço para uma canção, daquelas que se sentem arrepios, calafrios. Bruna Kedman adverte: Cantar faz bem ao coração, cura qualquer ferida seja ela exposta ou não. Cantando o corpo flutua, você é a chefe da ocasião, a melodia é original, mas a letra, ah a letra, esta fica ao seu critério, o poder é seu, todo seu.
E que fique claro, não deixe que viver seja um tormento, ou apenas um passar dos dias, e sim uma arte em que você é a artista, dona dos traços mais delicados, mas que fazem uma enorme e significante diferença. Seja você mesma, seja uma garota feliz.

domingo, 4 de setembro de 2011

Para todos, é assim que acontece.

Todos sabem que o futuro é incerto, e por isso pode amedrontar milhões de pessoas que sonham e, que planejam  coisas pra ele. Ninguém sabe o que realmente quer, e ninguém tem consciência disso, pois se tivessem, não seriam humanos e, sim Deus. Tudo é permissão do Divino. Tudo é merecimento. No entanto, fica lógico que ao querer, almejar algo, mesmo sabendo que isso possa não acontecer, não basta ficar esperando que caia do céu como uma gotícula de chuva, pois isso não vai acontecer, não vai mesmo! Para que se alcance algo ou alguém, é preciso batalhar por isso, mesmo que as dificuldades sejam absurdamente grandes, pois o que são elas em relação aos seu sonhos,suas vontades?! Nada.Absolutamente nada.Os impencílios nada são diante de uma pessoa que persevera,vai atrás, cai, levanta sacode a poeira e dá a volta por cima.O momento em que as pessoas são  mais  felizes, é quando estão na fase da conquista, pois a cada obstáculo ultrapassado, se sentem mais fortes e motivados.Isso reflete, que não existe nenhuma vitória sem que antes exista aprendizados e dificuldades,estas são como  um carro, precisa de combustível, de algo que lhe dê forças, para chegar ao destino.
As coisas são bem melhores,quando conquistadas, sem que para isso precise passar por cima da felicidade de alguém.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Gritos de verdade!


E não desceram a sepultura todos os participantes das DIRETAS JÀ, não deixaram de assumir sua opção sexual o pessoal da PARADA GAY, a maconha está aí e quem participa da MARCHA CONTRA MACONHA também, então onde se meteu a massa incomodada com as tarifas, com a saúde precária, com a educação desmoralizada e a fome de dos pequenos?!
Ontem ao jogar uma garrafa pet, reclamei do calor quase que infernal que fazia, mas não gritei, deixei pra lá.
Morar de aluguel, nem pensar, mas e tenho opções, a inflação cresce todos os dias, é melhor deixar pra lá.
Liguei para minha mãezinha, que saudades dela, não posso nem tocá-la, a passagem ta muito cara, fazer o quê?!
Se eu gritar ninguém vai escutar, meu país é tão grandão, mas meu eco não chega não.
Sozinha seu moço, eu não tenho força não.
E meu vizinho, que tem um vizinho, que tem outro, outro e mais dez, também não está gostando, de ficar calado não.
Eu vou criar uma marcha.Uma marcha não.Porque marcha lembra regras, obrigação.Vou é sair por aí, cantando pra os sete ventos ouvirem, e cochicharem pra meus amigos do Brasil, que também grite aquilo que for vil.Lá naquele céu azul anil, as estrelas apontaram pra esse povão, que um dia a de ter coragem, de reivindicar algo de futuro para a nação.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Meu desejo é...


Seguir em frente,seguir o sol, correr pelo horizonte, pular entre as nuvens, andar descalça ou de mãos dadas,dar beijinho de esquimó, eu só quero ser livre.
Só quero que o mundo dure mais que o esperado,e que as pessoas possam contribuir para isso.
Só quero  ter um namorado legal
um marido legal
uns filhos maravilhosos
e ver meus netos ouvir minhas histórias,minhas experiências meus enganos e vitórias.
Só quero que exista a próxima geração.
Só quero que a boa e velha árvore ainda seja a largura perfeita de dois pares de braços que tentam se tocar, como gesto de carinho e ternura.

Olhar repleto


Tem nos olhos, a mais branca esclerótica que já vi. Foi o único globo ocular visto por mim.
Tão limpa, tão alva como a neve, e pura, não sei por que emprego pura, talvez seja a ausência daqueles ínfimos vasos de cor vermelha e às vezes azuis.
Olhar redondo, bem redondo, de quem não esconde expressividade, sentimentos. Me apaixonei por esses olhos. Quem me dera poder tê-los em parte da minha vida, olhando para mim, sempre me passando informações, me fazendo rir, chorar, pensar e agir, sei que eram esses olhos que te faziam pensar em mim antes de dormir.
Sempre me projetou da melhor maneira para ti, sem que eu ou você percebesse. Tudo por causa dessa projeção que fizeram de nós traços únicos, de uma breve, porém intensa história.
Impossível, passar despercebida por esse projetor humano que sempre me filmava, fico imaginando as mais hilárias cenas, que foram captadas, e claro, as românticas também.
Não creio, não creio, que tenha se perdido todo o encanto que circundava o meu eu e teu olhar. Tantas vezes te falei o quanto me chamava atenção, não o teu jeito de me olhar, mas sim de como era repleto de sentimentos teu globo ocular. Te assustava, eu sei, mas eu não podia deixar de dizer,esse simples detalhe, que me levou, me envolveu á você.