
Ela. O tipo de pessoa que sente, sente muito, ao ponto de
ser recheada de oitenta por cento de emoção. Ela muitas vezes se pusera a pensar nas atitudes
das pessoas, naquilo que elas acreditam ser correto ou não. Sobre o céus, quem
é tão nobre ao ponto de um dia, antes ou após a morte, alcançá-lo?! A palavra
de Deus, está apenas registrada na Bíblia ou pode brotar em nossos corações na
hora “h” de uma situação?! São Pedro está posicionado na porta do céu para inspecionar
quem fora santo na vida terrena, ou ter uma atitude de pura graça, aconselhando
aos que estão chegando, ou apenas de passagem pelo celestial local?! A vida,
era para ela, um amontoado de perguntas, onde muitas vezes a respostas eram
duvidosas, quando existiam claro. O que fazem as pessoas se a apaixonarem?!
Como isso tudo funciona, não física ou quimicamente falando, mas espiritualmente
falando?! Por que amor que se apaixona por uma única pessoa, e nela confia
cegamente, não tem o mesmo efeito de confiança e afeto quando estamos sujeitos
a ajudar ao próximo que possui menos?!
Para ela, apesar de tudo, a vida era bela, isso porque assim
como a vida, a beleza é fugaz, e era nisso que ela se apoiava. Apoio, era uma
coisa que ela adiquiria de pessoas desconhecidas, e até mesmo de pessoas que
não existiam. Ela pensava, pensava, pensava. Ou melhor, ela refletia. Refletia
sobre um vida, que nem todos estavam atentos, ou sequer preocupados em vivê-la
felizmente, ou pelo menos adequadamente. No meio de suas reflexões, chegou a
duvidar de si mesma, se duvidava de si mesma, não estava pronta para confiar
nas pessoas, foi aí que ela resolveu dar uma pausa em suas reflexões, e apenas
viver, até o momento em que novas situações clamassem por sua reflexão.